Pode não parecer, mas é de directivas como esta que depende o potencial sucesso ou insucesso da investigação científica e da indústria farmacêutica na Europa. A deslocalização não é sempre inevitável.
Dois terços da legislação que afecta a actividade das empresas é o resultado da legislação comunitária (directamente aplicável ou transposta). As decisões de Bruxelas não são secretas. Pelo contrário.
O “processo legislativo” comunitário – para usar uma expressão que facilita a compreensão, mesmo que não seja rigorosa – é transparente. Labirinticamente transparente. Mas, sabendo onde procurar é possível conhecer as tendências, saber o que vai ser a legislação e, não menos relevante, como é que os portugueses que decidem a “legislação” comunitária se posicionam. Pense-se o que se pensar sobre a “Europa”, a União Europeia não precisa nem deve ser um segredo ou um mistério. Foi a pensar nisso que nasceu este blog. Nem euroentusiasta nem eurocéptico. Euroinformativo.