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BRUXELAS

BRUXELAS

Animal testing ou nem por isso?

Segunda-feira que vem, na última sessão plenária deste mandato, os deputados europeus vão votar um relatório sobre a proposta de directiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à protecção dos animais utilizados para fins científicos (COM(2008)0543 – C6-0391/2008 – 2008/0211(COD))
Entre os activistas dos “direitos dos animais” e os interesses da investigação científica, onde é que se colocam os portugueses? Os actuais e os candidatos a deputados. E o governo português, o que é que vai defender?

Pode não parecer, mas é de directivas como esta que depende o potencial sucesso ou insucesso da investigação científica e da indústria farmacêutica na Europa. A deslocalização não é sempre inevitável.
 

Periferia a que custo?

Segunda-feira que vem o Parlamento Europeu deverá rejeitar a proposta de directiva do Parlamento Europeu e do Conselho que altera a Directiva 2002/15/CE relativa à organização do tempo de trabalho das pessoas que exercem actividades móveis de transporte rodoviário.
Sabendo que a maior parte do comércio intra-europeu se faz por transporte rodoviário, percebe-se a importância do que está em causa.
Se pensarmos na diferença entre fazer transporte rodoviário entre Paris e Berlim ou entre Lisboa e Atenas percebemos a relevância de evitar que uma regra pensada para o centro da Europa  torne as nossas importações e exportações mais caras. A periferia já tem custos que cheguem.

Como é que os deputados portugueses vão votar? E os candidatos, o que pensam do assunto?

Euroinformativo

Dois terços da legislação que afecta a actividade das empresas é o resultado da legislação comunitária (directamente aplicável ou transposta). As decisões de Bruxelas não são secretas. Pelo contrário.

O “processo legislativo” comunitário – para usar uma expressão que facilita a compreensão, mesmo que não seja rigorosa – é transparente. Labirinticamente transparente. Mas, sabendo onde procurar é possível conhecer as tendências, saber o que vai ser a legislação e, não menos relevante, como é que os portugueses que decidem a “legislação” comunitária se posicionam.
Pense-se o que se pensar sobre a “Europa”, a União Europeia não precisa nem deve ser um segredo ou um mistério. Foi a pensar nisso que nasceu este blog. Nem euroentusiasta nem eurocéptico. Euroinformativo.
 

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