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BRUXELAS

BRUXELAS

Corrida aos fundos já começou. E em Portugal?

Embora os 86 mil milhões de euros do 8º Programa-Quadro, destinados à investigação e inovação, só fiquem disponíveis em 2014, os Estados-Membros já começaram a mobilizar os seus interesses de forma a lucrarem do maior fundo para a inovação até agora criado.

Uma vez que a inovação será uma das prioridades da Estratégia UE 2020, toda a atenção é dada à forma como os fundos vão ser distribuídos. A controvérsia começou com a questão dos Estados-Membros menos desenvolvidos na área da investigação e inovação tecnológica, os quais a nova comissária para a Inovação, Máire Geoghegan-Quinn, afirmou virem a obter grande parte dos fundos. O que contrariua a lógica destes fundos que não são desenhados para promover este ou aquele país especificamente.

Por outro lado, os Estados-Membros que têm mais e melhor capital científico e tecnológico, como a Alemanha e a França, reclamam uma distribuição baseada na compensação da excelência.

Outros Estados-Membros, de dimensão semelhante a Portugal como a Suécia e a Holanda, escolheram já a melhor maneira de beneficiar de financiamentos comunitários: a especialização num determinado sector e/ou a participação activa em projectos europeus de investigação. Portugal tem de escolher que caminho quer seguir, sabendo-se que não basta o Estado, é necessário que as empresas e todas as entidades que se dedicam à investigação participem deste processo.