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BRUXELAS

BRUXELAS

Presidência belga aposta na Inovação

No Outono vindouro reunir-se-á uma cimeira sobre políticas que contribuam para a Inovação na União Europeia.

O novo plano de Investigação e Inovação deverá dar maior enfâse à propriedade intelectual, fundos para pesquisa, infra estruturas de inovação e contratos públicos. O grande objectivo desta iniciativa é restaurar a competitividade e aumentar a produtividade na União Europeia.

A versão final deste documento, que se enquadra na estratégia de crescimento ''Europe 2020'', será apresentada em Dezembro.

Conferência para PMEs – a não perder

Nos dias 17 a 18 de Novembro de 2010, em Bruxelas, já durante a Presidência Belga da União, terá lugar uma conferência sobre investigação e inovação das pequenas e médias empresas (PME). Este evento coloca PMEs em contacto directo com membros de três presidências da UE -passado, presente e futuro. A conferência é a plataforma ideal para as PMEs exporem as suas ideias, dúvidas, contribuírem para ao actual programa-quadro, e procurarem influenciar, ao mais alto nível, os responsáveis políticos da EU. A conferência tomará a forma de uma “discussão à volta da mesa” e debate aberto onde todos podem participar.

O registo tem de ser feito online a partir de 25 de Junho.

Sou toda ouvidos

A Comissária para Investigação, Inovação e Ciência, Geoghegan-Quinn, quer ouvir os stakeholders (partes interessadas) sobre o tema “Como transformar a Europa numa União para Inovação” no dia 17 de Junho, numa discussão interactiva transmitida ao vivo no portal webcast da Comissão Europeia. Durante o evento será possível colocar questões directamente à comissária, inclusive em português.

Para quem estiver interessado, é possível enviar questões para o endereço de e-mail : rtd-innovation-union@ec.europa.eu

A inovação é um dos temas mais actuais na UE actualmente. É por isso que é importante saber o que vai acontecer.

Prémios que não ganhamos

Foram publicados os European Business Awards for the Enviroment 2010,  uma iniciativa da DG Ambiente da Comissão Europeia, com o objectivo de promover e reconhecer  a integração do desenvolvimento sustentável nas actividades das empresas. Este concurso premeia projectos que juntem inovação, viabilidade económica e preocupações ambientais,  é bianual e já decorre desde 1990.

Existem três áreas de reconhecimento: Práticas de Gestão, Produtos, Processos e Projectos de Cooperação Internacional.

Na edição de 2008, na área Produtos, França destacou-se com uma projecto inovador de partilha de bicicletas, que permite aos cidadãos alugar uma bicicleta por um determinado período de tempo, contribuindo para uma vida mais saudável para todos. Na área da Cooperação Internacional, a Holanda ganhou o concurso com um projecto de produção de biodiesel sustentável, no Mali.

Os vencedores deste ano foram, na área de Práticas de Gestão, The Findus Group, UK ; Produtos, EnergyICT, Belgium ; Processos, Zenergy Power GmbH and Bultmann GmbH, Germany; Projectos de Cooperação Internacional, Ferrovial, Spain. Portugal nunca participou. Mas devia.

Greener smarter and safer

Entre os dias 7 a 10 de Junho vai ter lugar em Bruxelas a TRA 2010 – Transport Research Arena – um fórum europeu destinado à inovação, investigação e desenvolvimento do sector dos transportes e da construção de rodovias. Entre os participantes do fórum contam-se autoridades nacionais, consultoras, construtoras, produtores de combustível, distribuidores, grupos de interesse e fabricantes de automóveis. O objectivo será divulgar e partilhar as práticas inovadoras que contribuam para a sustentabilidade dos sectores sob o lema “greener, smarter and safer”. As inscrições estão abertas aqui

Digital Wars

No momento em que a Comissária Neelie Kroes se prepara para divulgar a Agenda Digital, uma estratégia digital europeia com directrizes definidas para 2010-2015, surgem objecções de diversos quadrantes quanto a questões como a interoperabilidade e uniformização dos programas informáticos.

Embora exista um consenso quanto ao estímulo económico e às reduções dos custos das soluções digitais que a estandardização das tecnologias de informação e comunicação traz,  ainda é difícil definir as directrizes do sector para 2010-2015.

A Agenda Digital foi proposta pela Comissão no âmbito do programa Europa 2020. O objectivo é criar um mercado digital único através do acesso à internet de alta velocidade, reforço da segurança da rede e promoção da inovação e pesquisa.

Kroes quer reformar as normas europeias que gerem as Tecnologias de Informação e Comunicação de forma que as normas estabelecidas nos fora e consorcia sejam reconhecidas. Recomenda, ainda, regras transparentes de divulgação dos direitos de propriedade intelectual e as condições de licenciamento na configuração-padrão como uma forma de reduzir as royalties da utilização de normas, particularmente para Pequenas e Médias Empresas.

As associações de consumidores não querem a versão preliminar das propostas a alterada, por temerem que na versão final haja noções demasiado vagas, fazendo com que questões como a interoperabilidade sejam esquecidas.

A discussão em torno da Agenda Digital, prevê-se, vai ser grande.

Mais um atraso na estratégia para a inovação

 

Ao contrário do que estava previsto, a estratégia europeia para a inovação já não vai sair no Verão, mas sim durante o Conselho Europeu de Outono. Mais um atraso na apresentação da estratégia, que pode ficar a dever-se aos esforços em redigir uma estratégia abrangente em termos de investigação e desenvolvimento, bem como em criar novos produtos financeiros para patrocinar a inovação das PMEs. Seja como for, o atraso também pode ter vantagens. Ganhamos tempo para colaborar na redacção desta estratégia, que será central na política europeia dos próximos anos.

Nobel da Inovação

O Prémio Inventor Europeu é uma iniciativa que pretende premiar indivíduos ou equipas cujos projectos inovadores tenham contribuído, de alguma forma, para o progresso e prosperidade da sociedade. Os prémios são atribuídos em quatro categorias: Indústria, PMEs/investigação, países não-europeus, e prémios de carreira. Este ano os nomeados já foram anunciados, mas estão abertas as candidaturas, ou sugestões de candidaturas para os prémios de 2011. Portugal não é um país de inventores?

 

Inovar a inovação

 A estratégia europeia para a inovação vai ser apresentada apenas no Verão e não, como se previa, já na Primavera. O atraso deve-se não só à reestruturação recente da Comissão, que vai a votos no próximo dia 9, mas principalmente a uma abordagem mais abrangente que a Comissão Europeia quer conferir ao novo plano de acção. A perspectiva sobre a inovação, orientada para as empresas e indústria, vai ser complementada com um novo foco sobre a educação e a importância de se investir em investigação. Os comissários Tajani, da pasta Indústria e Empreendedorismo, e Geoghegan-Quinn, da pasta Investigação Inovação e Ciência, vão ter um papel importante na redacção da nova estratégia para a inovação.

Corrida aos fundos já começou. E em Portugal?

Embora os 86 mil milhões de euros do 8º Programa-Quadro, destinados à investigação e inovação, só fiquem disponíveis em 2014, os Estados-Membros já começaram a mobilizar os seus interesses de forma a lucrarem do maior fundo para a inovação até agora criado.

Uma vez que a inovação será uma das prioridades da Estratégia UE 2020, toda a atenção é dada à forma como os fundos vão ser distribuídos. A controvérsia começou com a questão dos Estados-Membros menos desenvolvidos na área da investigação e inovação tecnológica, os quais a nova comissária para a Inovação, Máire Geoghegan-Quinn, afirmou virem a obter grande parte dos fundos. O que contrariua a lógica destes fundos que não são desenhados para promover este ou aquele país especificamente.

Por outro lado, os Estados-Membros que têm mais e melhor capital científico e tecnológico, como a Alemanha e a França, reclamam uma distribuição baseada na compensação da excelência.

Outros Estados-Membros, de dimensão semelhante a Portugal como a Suécia e a Holanda, escolheram já a melhor maneira de beneficiar de financiamentos comunitários: a especialização num determinado sector e/ou a participação activa em projectos europeus de investigação. Portugal tem de escolher que caminho quer seguir, sabendo-se que não basta o Estado, é necessário que as empresas e todas as entidades que se dedicam à investigação participem deste processo. 

Money goes East

A comissária nomeada para a pasta da Inovação, Máire Geoghegan-Quinn, destacou na sua audição no Parlamento Europeu, que parte dos 86 mil milhões de euros de fundos estruturais destinados à economia do conhecimento poderão vir a ser aplicados numa estratégia de longo-prazo para desenvolver as estruturas científicas da Europa central e de leste. A comissária declarou ainda que pretende prosseguir uma política de acção que concretize um novo conceito de economia: "In the new economy, refined knowledge will replace crude oil as the economy's prime motive force". Independentemente do optimismo eventualmente excessivo, há aqui uma informação muito útil que já devíamos conhecer: as verbas estão a deslocar-se para leste. Mesmo as verbas da investigação.

Inovamos pouco

 

Segundo o barómetro da inovação, Portugal está entre os países menos inovadores da Europa, sendo que a área metropolitana de Lisboa é única região que se destaca do resto do país, com uma taxa média de inovação. Quando a inovação é considerada uma das chaves para a competitividade, a notícia procupa e é uma boa razão para agir.

A segurança é um negócio

 A Comissão já publicou o seu parecer acerca da Agenda Europeia de Inovação e Investigação em matéria de segurança, um relatório concluído pelo Fórum com o mesmo nome, onde se define a principal estratégia de acção no que toca à criação de um mercado de segurança europeu. Inovação e interoperabilidade são os ingredientes básicos de um mercado emergente do qual fazem parte intervenientes públicos e privados, universidades, indústrias do sector tecnológico e, surpreendentemente, também a sociedade civil. Um mercado que as empresas portuguesas devem prestar atenção.

KIC it. Knowledge and Innovation Communities

 O Instituto Europeu da Inovação e Tecnologia nomeou as primeiras três comunidades do conhecimento e inovação. Duas das três áreas privilegiadas estão, sem surpresa, relacionadas com questões ambientais, a Climate KIC concentrada em mitigar as alterações climáticas, e a KIC InnoEnergy, cujo foco passa essencialmente pela integração do triângulo do conhecimento – inovação, educação, investigação e tecnologia – no que respeita a fontes de energia alternativas, como as energias renováveis, onde Portugal tem um especial interesse.

As KIC actuam através de parceiros em diversos centros regionais. O centro regional da península Ibérica (CC Iberia) tem como parceiros portugueses o Instituto Superior Técnico, a Galp Energia e a EDP. Alguns países, como a Holanda, estão mais representados do que nós. Mas a Galp, o Técnico e a EDP estão de parabéns.