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BRUXELAS

BRUXELAS

Medidas a favor da estabilidade, do crescimento e do emprego jovem

 

Com a aproximação do fim do semestre, a Comissão Europeia adoptou um conjunto de medidas económicas e orçamentais, como complemento das medidas nacionais, de modo a fomentar o crescimento e a estabilidade financeira. As medidas foram elaboradas tendo em conta as especificidades de cada Estado-Membro e da zona euro. Para os países com programas de ajuda, a principal recomendação é que sigam o programa.

 

A Comissão reconhece que as reformas estruturais em curso nos vários Estados são essenciais para a sustentabilidade das finanças públicas, mas é preciso incentivar o crescimento. Em particular, é preciso reduzir o desemprego jovem, assegurando uma melhor conexão entre as qualificações e as necessidades do mercado de trabalho, é preciso criar oportunidades para as empresas e desenvolver os sectores dos serviços, energia e economia digital. Por outro lado, também foram apresentadas medidas para concretizar a União Monetária, incluindo uma união bancária, garantias dos depósitos e supervisão da zona euro. 

China supera EUA em 2050

 

 

 

Stuart Gulliver, presidente do HSBC, o sexto maior grupo bancário e de serviços financeiros do mundo, previu que a China será a maior economia mundial em 2050, superando os EUA.
Discursando no China Development Forum 2011, em Pequim, Gulliver afirmou que, pela primeira vez na História, os mercados dos países em desenvolvimento ultrapassarão os dos países desenvolvidos.
Referindo-se à catástrofe japonesa, o presidente do HSBC salientou que desastres de tal dimensão têm de ser acautelados, já que influenciam os preços das matérias-primas a nível mundial, como o petróleo ou o gás natural.

 

Pacto para o euro com aprovação dos ministros das finanças

 

 

 

Os tempos são de crise e há que encontrar soluções para sair dela.

Depois de uma reunião em Bruxelas os ministros das Finanças deram luz verde a uma supervisão mais apertada da UE sobre os orçamentos nacionais e respectivas políticas económicas.

Entre as medidas aprovadas estão um sistema de multas quase automático para os países com desequilíbrios orçamentais graves e a adopção de  mecanismos de "travagem da dívida", para os forçar a tomar medidas de redução quando um determinado limite for alcançado.

Estas decisões serão agora negociadas com o PE e aprovadas em definitivo no Concelho Europeu de Junho.

Economia de baixo carbono para 2050

 

 

 

 

 

O documento ainda é provisório, mas os objectivos são claros.

 

No “roteiro para uma economia de baixo carbono até 2050” que a Comissão vai apresentar, a UE admite que é preciso reduzir em 25 % as emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera até 2020, para que se atinjam as metas propostas para 2050.

 

Ou seja, mais 5% que o objectivo a que os 27 se propuseram 2020


A UE fixou um objectivo para reduzir as emissões de CO2 em 20% relativamente aos níveis de 1990 até 2020.

 

Mas comprometeu-se a aumentar a fasquia da redução para 30% se outros países poluidores assumirem compromissos semelhantes.

 

 

Economia biológica para promover inovação

 

 

A Comissão Europeia quer ajudar a indústria da economia biológica. Da agricultura e floresta aos combustíveis e à pesca, esta área já emprega 22 milhões de pessoas e continua a crescer.

 

Segundo a Comissária para a Inovação, Máire Geoghegan-Quinn, esta é a altura certa para apostar nesta indústria de modo a tornar a Europa numa líder nas ciências ''verdes''. Além disso, a Comissária prometeu investimento na educação, pesquisa e inovação. Economia biológica, pois então.


Desporto pode servir para para crescimento económico e aumento de empregos, acredita a Comissão Europeia.

De acordo com a estratégia Europa 2020, o desporto é uma excelente maneira de desenvolver vários sectores da economia, como a indústria, infra-estruturas, turismo e educação, entre outras.

 

Assim sendo, a Comissão planeia usar o desporto como instrumento de desenvolvimento regional e criação de empregos.

 

No entanto, e apesar de já existirem vários estudos sobre a importância do desporto na economia europeia, a Comissão aponta a falta de dados sobre as várias áreas económicas ligadas ao desporto como a maior dificuldade na criação de políticas mais eficientes.

 

Para fazer face a essa dificuldade, a Comissão Europeia pretende um estudo sobre a contribuição do desporto na economia e emprego na União Europeia, a ser iniciado no final deste ano e apresentando em 2012. E quando se pensava que o futebol eram 22 pessoas atrás de uma bola, afinal é muito mais.



 

Quotas nos conselhos de Administrações por ordem da UE? Pode ser que sim

Segundo a Comissão Europeia, apenas 11% dos altos quadros europeus nas empresas são mulheres.

 

A comissária para os Direitos Fundamentais, Viviane Reding,  gostava de ver esse valor subir para  20% , pelo menos numa fase inicial.

A posição da Comissão,  assente num estudo que defende este caminho, é a de promover uma igualdade no mercado de trabalho e admite apoiar uma iniciativa no sentido de promover as criação quotas, ainda que a Comissária considera essa como a última opção.

Viviane Reding  não quer pôr de lado esta ideia, na medida em que considera que ‘’a igualdade de géneros no processo de decisão ainda não é uma realidade’’. Quotas nos conselhos de Administrações por ordem da UE? Pode ser que sim.

Instituições europeias procuram urgentemente tradutores e intérpretes

 

 

A procura de especialistas em tradução começa dia 13 de Julho enquanto o concurso para intérpretes abrirá uma semana depois. Para os primeiros, as línguas procuradas são dinamarquês, alemão, inglês, francês e esloveno enquanto que para os segundos se pedem conhecimentos em búlgaro, inglês, dinamarquês, romeno e esloveno.

 

Sabendo que esta indústria vale, na Europa, 8,4 mil milhões de euros e mil milhões de euros do orçamento da UE, a urgência justifica-se na medida em que estão previstas perdas de pessoal afecto a estes serviços nas instituições comunitárias na ordem dos 40 a 50% nos próximos 10 anos.

PMEs são solução para o desemprego afirma Comissão Europeia, que quer incentivar ‘’internacionalização’’

 

 

Um estudo da UE veio confirmar o que há muito já se dizia sobre as PMEs: criam emprego, são mais inovadoras e conseguem ter uma taxa de crescimento muito acima das grandes empresas.

 

No entanto, segundo o estudo falta-lhes ''internacionalização’’, isto é, capacidade de exportar. A Comissão Europeia pretende uma expansão das PMEs no mercado global e, para esse efeito, providencia um fundo para facilitar esse processo nas economias emergentes como a China e a Índia, enquanto que são esperados mais fundos para entrar no mercado russo, tailandês e brasileiro.

 

Presidência belga quer acordo para taxas de transacções financeiras

O Ministro das Finanças belga, Didier Reynders, pretende que as transacções financeiras de curto prazo sejam taxadas, deixando de fora as poupanças e os depósitos. E pretende que a União Europeia chegue a acordo sobre esta taxa até ao final do ano.  França e Alemanha são os principais entusiastas desta medida, que não obteve o consenso dentro do G-20, que serviria para financiar os custos da luta contra as alterações climáticas.

 

A presidência belga da União Europeia defende, ainda, a criação de um ''seguro de saúde'' para os bancos contra possíveis ''bailouts'', um fundo que proteja a banca dos efeitos de possíveis crises e dos défices nacionais excessivos.

Nova escola austríaca

O debate sobre o sistema bancário europeu e sobre as possibilidades de criar uma taxa europeia sobre algumas transacções financeiras tem sido recorrente. Um dos mais recentes argumentos veio da Áustria. O director da Câmara Federal da Economia Austríaca, Christoph Leitl, defendeu numa entrevista a introdução no seu país de um imposto sobre transacções financeiras (ITF), em vez de um imposto sobre activos bancários, pois este afectaria directamente os consumidores.

O argumento, de  Christoph Leitl, é que um ITF seria menos prejudicial para a economia, porque afectaria apenas transacções de grande volume, as realizadas por especuladores. As verbas recolhidas reverteriam para um fundo, o qual se poderia utilizar para desenvolver um Fundo Monetário Europeu, uma versão europeia do Fundo Monetário Internacional.

Esta questão foi discutida ontem na Cimeira Europeia de Negócios, em Bruxelas.

Mas, segundo Christoph Leitl, para o ITF resultar seria necessário desenvolver uma politica fiscal à escala europeia para poder aplicar um ITF a todos os Estados-Membros.

É a economia...

Os Estados Membros chegaram a acordo quanto aos objectivos numéricos para melhorar a economia social Europeia, até 2020. Segundo as conclusões do projecto relatório, apresentadas no Conselho Europeu de Junho, estes objectivos incluem as áreas do emprego, investigação, alterações climáticas, educação e pobreza.

A Europa atravessa um período conturbado e, para ultrapassá-lo, a Comissão Europeia quer investir na economia verde, com o objectivo de criar emprego e crescimento. Por isto, a Comissão apresentou, em Março, metas para as áreas da educação, combate à pobreza e investigação, e tem insistido para que os Estados Membros aceitem os objectivos propostos, especialmente nas área da educação e do combate à pobreza. Agora só resta cada Estado adoptar as conclusões ao seu país e definir as suas metas nacionais. Dito assim, parece fácil.

Microfinanciamento para microempresas

A Comissão Europeia lançou um instrumento financeiro de apoio às micro empresas e pessoas desempregadas que queiram lançar o seu próprio negócio. O European Progress Microfinance Facility (EPMF), constituído em cooperação com o Banco Europeu de Investimento e outras instituições financeiras, tem um orçamento de 100 milhões de euros, equivalente a cerca de 45 mil micro créditos durante um período de 8 anos. O EPMF funciona através da disponibilização de capital a todas as entidades fornecedoras de micro créditos (bancos, instituições, etc.). As micro empresas e pessoas desempregadas com projectos empreendedores que queiram beneficiar deste incentivo financeiro podem fazê-lo em qualquer uma destas instituições, a partir de Junho deste ano.

Regresso às negociações UE-Mercosul

A União Europeia está de novo disposta a negociar um acordo de associação com os países do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. As negociações estavam suspensas desde 2004 devido a desentendimentos quanto ao acordo final. No comunicado conjunto que realizaram dia 17 de Maio, durante a IV Cimeira UE-Mercosul, os dirigentes sublinharam a importância económica e política do reforço da cooperação comercial entre os dois blocos. O Mercosul, ainda que seja um mercado relativamente proteccionista, é um dos destinos de exportações europeias por excelência, sendo que o total de investimento europeu no bloco é superior ao total de investimento na China, Índia e Rússia juntas. Representa, por isso, um mercado bastante vantajoso para exportadores, investidores e fornecedores de serviços europeus. No início de Julho iniciar-se-á a primeira ronda de negociações para alcançar o acordo de associação. Um processo em que as empresas que exportam ou trabalham neste mercado têm especial interesse.