Na sua reunião do final de Outubro, os líderes europeus acordaram em reduzir as metas de emissão de gases de estufa e aumentar a eficiência energética e o contributo dos renováveis. Acordaram também em aumentar a interconectividade das redes eléctricas nacionais, avançando para a criação a União Energética.
Com esta decisão, a Europa espera marcar a sua posição junto de grandes países poluidores (ex. China), nas vésperas da cimeira da ONU, em Paris, em 2015, onde se quer alcançar um acordo legal para os limites de emissão de gases de estufa. Por outro lado, uma maior interconectividade diminuirá a dependência no gás russo.
Contudo, os líderes europeus incluíram no texto uma cláusula de salvaguarda, que permitirá aos Estados-Membros voltar aos objectivos climáticos originais depois das negociações da ONU. Adicionalmente, o objectivo acordado para a eficiência energética, não vincula legalmente os Estados-membros e é ligeiramente mais baixo do que a Comissão Europeia pretendia (30%).
Portugal e Espanha insistiram que a França impede que comercializem o seu excesso de produção energético e queriam alcançar um acordo que obrigasse cada Estado-Membro a disponibilizar 15% da sua capacidade de produção a outros países da União. Em vez disto, foi acordado que a comercialização seria aumentada em 10%, com prioridade para Portugal, Espanha e países do Báltico, apelidados de Ilhas Energéticas.
O acidente nuclear de Fukushima abalou o Parlamento Europeu (PE), sem vestígios de radioactividade é certo, mas com muita discórdia à mistura. O PE rejeitou uma resolução sobre segurança nuclear na UE. Se a necessidade de realizar testes de stresse é consensual, alguns grupos políticos criticaram a abordagem da Comissão considerada parcial. Entre os próprios grupos políticos também não faltam “desacordos”: quem deve realizar ou supervisionar os testes de stress; uma eventual moratória, e condições da mesma, ao desenvolvimento e entrada em funcionamento de novos reactores nucleares; e a preparação de uma estratégia com vista à eliminação gradual, a médio ou longo prazo, da energia nuclear.
No próximo dia 22 de Setembro, das 15:00 às 18:00, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, terá lugar o Seminário entre União Europeia e Brasil, com vista ao Diálogo sobre Sociedade de Informação e Media. Depois de se terem iniciado as cimeiras UE Brasil as relações entre ambas as partes têm-se desenvolvido. Uma oportunidade que devemos acompanhar. E aproveitar.
No âmbito da Agenda Digital, a nova iniciativa da Comissão Europeia para o desenvolvimento da economia digital europeia, o Grupo de Reflexão da Comissão Europeia (''Comité dês Sages''), pretende promover a modernização da herança cultural
Sabendo que esta indústria vale, na Europa, 8,4 mil milhões de euros e mil milhões de euros do orçamento da UE, a urgência justifica-se na medida em que estão previstas perdas de pessoal afecto a estes serviços nas instituições comunitárias na ordem dos 40 a 50% nos próximos 10 anos.