Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BRUXELAS

BRUXELAS

Presidência belga aposta na Inovação

No Outono vindouro reunir-se-á uma cimeira sobre políticas que contribuam para a Inovação na União Europeia.

O novo plano de Investigação e Inovação deverá dar maior enfâse à propriedade intelectual, fundos para pesquisa, infra estruturas de inovação e contratos públicos. O grande objectivo desta iniciativa é restaurar a competitividade e aumentar a produtividade na União Europeia.

A versão final deste documento, que se enquadra na estratégia de crescimento ''Europe 2020'', será apresentada em Dezembro.

Estratégia energética para 2020

 

 

A estratégia energética europeia, originalmente pensada para um período de 5 anos, foi alargada até 2020 de forma a acompanhar a estratégia Europa 2020, e a cumprir os objectivos de longo prazo no que respeita à política europeia para as alterações climáticas.

Os primeiros passos na definição da estratégia foram dados na reunião do conselho de ministros da energia dos Estados-Membros da UE. Os ministros acordaram na necessidade de encontrar um equilíbrio entre uma política energética sustentável e o urgente crescimento económico, numa altura de grave crise económica.

Ao mesmo tempo, a Comissão Europeia publicou um documento que analisa o estado da implementação das políticas europeias da energia até agora e identifica possíveis soluções e acções para a nova estratégia energética. Uma das acções que a Comissão considera relevantes é a aposta em redes energéticas inteligentes pan-europeias (smart grids), sendo que se prepara, para o final do ano, a publicação da estratégia para o desenvolvimento de redes, que se inclui no pacote de insfra-estruturas energéticas, e que vem substituir o TEN-E – redes transeuropeias de energia – cujo objectivo é definir projectos elegíveis para financiamento comunitário na área da energia.

A energia é uma das palavras-chave na Europa de hoje.

Small is beautiful

Dois anos depois do Small Business Act(SBA) ter sido publicado, a Comissão Europeia analisou os resultados da legislação e concluiu que para a promoção das PMEs ainda existem alguns problemas por resolver.  Uma opinião partilhada por alguns stakeholders  que se têm envolvido neste debate. O UEAPME, associação que representa Pequenas e Médias Empresas, publicou um relatório sobre o impacto do SBA,  tem feito duras critic

as à falta de envolvimento por parte dos Estados Membros e acusam o executivo na União Europeia de se preocupar demasiado com os Bancos e empresas grandes, ignorando as PMEs.

Para dar um novo folgo a esta iniciativa, será publicado em Outubro deste ano, uma nova versão do SMA. Neste documento, a Comissão deve renovar a sua visão de  como é importante o papel das PMEs na estratégia Europa 2020. E sugerir caminhos para tirar o devido potencial destas empresas. Um dossier, em especial num país onde a maioria das empresas são pequenas e médias.

Capitais Europeias da Cultura: uma aposta no crescimento económico

Bruxelas celebrou, a semana passada, os 25 anos do projecto Capitais Europeias da Cultura. Durante o evento o presidente da Comissão Europeia referiu a importância das cidades para atingir os objectivos da estratégia 2020: desenvolvimento económico sustentável baseado na criatividade, conhecimento e inovação.

As Capitais Europeias da Cultura desempenham um papel crucial na promoção das cidades e do seu capital criativo para a criação de crescimento económico, emprego, actividade cultural e turismo – a Comissão estima que por cada euro investido em programas culturais há um retorno de 8€ em ganhos económicos. Cultura e Economia passam a ser entendidas, no contexto da estratégia 2020, como os dois motores do desenvolvimento sustentável.

Em 2012 Portugal volta a ter uma Capital Europeia da Cultura, a cidade de Guimarães.

Melhor governação económica

Os três maiores grupos políticos do Parlamento Europeu assinaram a semana passada uma declaração conjunta relativa à Estratégia Europa 2020, onde apelam a uma governação económica europeia, reforçada pela introdução de incentivos e sanções às políticas económicas dos Estados-Membros. A falta destes mecanismos é entendida pelos deputados como uma das razões do insucesso da Estratégia de Lisboa – muito, afirmam, devido à relutância dos Estados-Membros em aceitar as pressões e penalizações da UE. Na declaração os eurodeputados chamam ainda a atenção para a importância de se apostar nas PMEs enquanto criadoras de emprego e incubadoras de inovação e empreendedorismo.

Sector industrial na lista de prioridades da UE?

O documento Go for Growth, uma agenda estratégica da Confederação Industrial Europeia BusinessEurope, realça a importância de se investir mais no sector industrial que representa três quartos do total de exportações da UE.

O lobby industrial vem assim pressionar os líderes europeus a apostar numa estratégia que torne o crescimento do sector sustentável já que, segundo o Presidente da confederação Jürgen Thumann, “ o sector dos serviços (que representa 70% do PIB da UE) estaria perdido sem uma base industrial forte”. As linhas estratégicas defendidas pela BusinessEurope passam pelo desenvolvimento da indústria digital, pelo apoio à internacionalização das empresas europeias, pela flexibilização do mercado de trabalho e pela sustentabilidade dos sistemas de segurança social.

Eixo franco-alemão

Antecipando o encontro dos líderes europeus de hoje, para discutir a estratégia EU 2020, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel assinaram um programa de cooperação, Agenda 2020, onde destacam as áreas políticas prioritárias sobre as quais França e Alemanha actuarão em conjunto.

Para além da ênfase na política externa e na importância de se criar um plano de acção conjunto para a região do Médio Oriente, as prioridades do eixo parecem estar de acordo com o que se prevê serem as áreas de acção preferencial dos 27, isto é, economia, energia, alterações climáticas e investigação entre outras.

Ver aqui a conferência de impressa conjunta.

EU 2020

Os líderes europeus encontram-se numa cimeira em Bruxelas para discutir a estratégia europeia para o crescimento e emprego que vem substituir a Agenda de Lisboa, a estratégia EU 2020.

A definição das linhas gerais da nova estratégia poderá enfrentar alguns obstáculos, particularmente o facto de não existir uma total convergência das perspectivas de cada Estado-Membro no que respeita ao melhor caminho para atingir um crescimento sustentável da economia.

O Reino Unido considera que o apoio financeiro às PMEs é essencial para a revitalização da economia. Por outro lado a França coloca como prioridades a criação de emprego através de uma maior coerência entre as políticas europeias, insistindo numa reapreciação dos resultados da Agenda de Lisboa. A Polónia por sua vez quer apostar no desenvolvimento da inovação através da redução dos procedimentos burocráticos e de cortes nos impostos.

A apresentação final da estratégia EU 2020 está marcada para Junho deste ano.

Prioridades

O trio presidencial Espanha, Bélgica e Hungria, é o primeiro a presidir a UE depois da entrada em vigor do Tratado de Lisboa. No plano conjunto do trio presidencial constam algumas políticas prioritárias já avançadas pela presidência espanhola: a Estratégia UE 2020; a agenda social, energia e alterações climáticas, e o reforço da acção externa da UE. Para a presidência belga, que enfrentará a cimeira do ambiente no México no final do ano, a prioridade será alcançar um consenso entre os Estados-Membros que torne possível uma UE a uma só voz nesta matéria. A Hungria, que preside de Janeiro a Junho de 2011, vai dar prioridade ao processo de adesão da Croácia, e ao desenvolvimento de novas políticas comuns, como a energia e a inovação.

Uma das vantagens da previsibilidade europeia é que se pode saber o que vai ser futuro com alguma antecedência.

 

Lisboa is out, 2020 is in

 Começou o debate sobre a sucessão da Estratégia de Lisboa. A estratégia Europe 2020, que aposta na produção de conhecimento, na flexibilidade do mercado de trabalho e no desenvolvimento de uma economia verde como elementos essenciais à resolução e prevenção de crises económicas é, segundo alguns analistas, pouco ambiciosa ao conceder apenas 10 anos ao seu horizonte de acção. Investimento público a longo prazo, que incida sobretudo no desenvolvimento de conhecimento técnico e na requalificação profissional, é a medida chave para sair da crise, de acordo com o fundador do think tank Confrontations Europe.